Já lá vão os meses em que escrevia das minhas viagens, dos sopros do mundo que recebia, de tudo por que vivia. Entre hoje e o que já relatei houve uma mão quase vazia de sítios por onde passei, mas uma alma totalmente alimentada de experiências que me fizeram crescer e olhar para mim, para os outros, para tudo de uma outra maneira. Foi Cuba, foi Chade, foi Jeddah, mas foram sobretudo as pessoas que entraram em mim, que nada pediram, mas que eu porto em tudo o que sou. Mais tempo surgirá em que relatar o tempo ganho, a viagem, as viagens. Hoje sou o que sou pelo que respiro, respirei e a fé do que respirarei. Há realmente eternidade na alma humana.
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